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Mostrando postagens de fevereiro, 2026
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  Para Além das Nossas Decisões Por Hiran de Melo Parte 1: O Acolhimento Poético Querida amiga, boa noite. Ecoando as lições que você tem me oferecido, eu diria: Respire como quem acolhe o próprio coração. Deixe que cada sensação encontre espaço em você, sem pressa de partir. A ansiedade é apenas um vento que sopra — não é sua essência, apenas pede cuidado. Nos dias em que o peso se faz maior, envolva-se em um abraço suave, como quem protege uma chama delicada. Não há necessidade de ser rocha o tempo inteiro; até o rio se permite descansar em suas margens. Você já é inteira, já é suficiente, exatamente na forma única em que existe. Parte 2: A Reflexão e o Perdão Por que estou a lhe dizer isso? É porque o que digo a você também vale para mim. Precisamos parar de nos cobrar tanto; parar de cobrar o que não fizemos e de nos queixar de nós mesmos. É tão prejudicial lamentar a falta de coragem quanto se punir pelo passado. A cada tempo, a cada era, correspondem atitude...
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  Erros, medos e superação Por Hiran de Melo Durante grande parte da vida, carreguei a sensação de que o tempo era um inimigo implacável. Vinte e quatro horas pareciam insuficientes para tudo o que eu precisava aprender, realizar, construir e repetir. O cotidiano era feito de tarefas repetitivas e enfadonhas, e eu me via obrigado a correr contra o relógio, como se a pressa fosse a única forma de existir. Agora, aposentado e distante das obrigações que me esmagavam, percebo que, embora tenha vencido obstáculos e atravessado fronteiras, usufruí pouco do percurso. Eu era obcecado pela meta, pelo ponto de chegada. E, nesse caminho, perdi a oportunidade de contemplar o próprio caminhar. A vida, que poderia ter sido vivida em sua plenitude, foi muitas vezes reduzida a uma corrida sem pausa. Nesse distanciamento, descubro uma verdade dolorosa: pouco aprendi com os erros. Sofri intensamente, mas não havia tempo para transformar o sofrimento em sabedoria. Restava apenas o medo de er...
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  Noite de Sexta-Feira, 13 Por Hiran de Melo Conversamos, muitas leituras. É um privilégio ter por perto quem sabe escutar e, na compreensão do texto, vai além do escrito. Eu estava com muito sono, cochilando. Quando a Maga 🧙‍♀️ chegou, precisei beber uma dose para despertar. Despertei — e depois o problema, se assim pode ser chamado, foi dormir. A presença da Maga é dominante. Do meu celular tentou falar com a outra bruxa, mas essa já havia voltado à hibernação. Fez falta, sim, mas sobrevivemos ao mar de emoções. Os depoimentos do que se viveu — e ainda se vive — vêm como lavras de um vulcão: queimam ao mesmo tempo que fertilizam. A Maga fala de algo que pulsa e salga: a terra, o mar, o céu e a alma. Seu semblante muda conforme desloca o eixo da conversa, do que narra. Pode sorrir e, em seguida, chorar. É um privilégio ouvi-la, mas não dá para assistir de longe, imparcial, de camarote. É como uma onda altíssima, poderosa, que nada detém. Se parar para contemplar, el...
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  Eu, você e o alto Por Hiran de Melo Estar é já amar. Não há cálculo, não há justificativa: apenas o instante que se abre diante de nós. Complicamos porque nos perdemos nos reflexos dos outros, nas vitrines de aprovação que não sustentam a alegria. Criamos muros, máscaras, convenções — e esquecemos que o chão é simples, que o ar é livre. Eu não finjo presença. Quando chamo alguém, é porque preciso do seu ser aqui, agora. Não ofereço gestos vazios, não beijo no ar. Se não é verdadeiro, prefiro o silêncio. O que me move não é a razão que mede, mas o afeto que irrompe. A escolha não nasce de cálculos, mas do coração que se abre sem pedir licença. Ontem ouvi uma canção. Não compreendi todas as palavras, mas o ritmo me atravessou como quem desperta. Pensei em você. O essencial não está na letra, mas na vibração que nos chama para o agora. A voz era pura, quase infantil, mas carregava a paixão pelo simples. Dizia: despertei, agradeci, segui. Mesmo com medo, fui. Posso perd...
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  O que é a vida? Responda-me se souber! Por Rita Alves   Quão enigmática é a vida! O que é a vida? Responda-me se souber! É encontro, é perda, é amor e dissabor! É um livro sendo escrito sem letras para quem sabe “ler”; É um mistério que almas sensíveis vão decifrando com amor e sabedoria ao longo dos anos! Por vezes nos deslumbra e estarrece com as maravilhas que se apresentam; As vezes materializa aquilo que sonhamos, que sonhamos dormindo e acordados; Nos desperta forças e poderes adormecidos, despertados pelas mais distintas emoções de medo e amor; Quantas surpresas nos apresentam as curvas que trilhamos; Quão linda e enigmática, capaz de fazer ciúme aos anjos; Tal qual um labirinto, quando achamos que temos certeza dos percursos, se apresentam percalços que nos ferem e nos fortalecem nessa dualidade do viver; Nos oferecendo pedras que hora se apresentam e nos deslumbram tais quais rubis e diamantes, lindas, etéreas, fortes e lapidadas, por vez...
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  O Santuário Interno Autenticidade e o Respeito ao Caos do Outro Por Hiran de Melo Vivemos em uma era de hiperconectividade (referente ao fato da pessoa estar conectada o tempo inteiro a algum dispositivo tecnológico, como smartphones, notebooks, computador, entre outras opções), onde somos constantemente bombardeados por estímulos, opiniões e, principalmente, pelas projeções alheias. Manter a autenticidade do ser em meio a esse cenário exige mais do que autoconhecimento; exige o estabelecimento de fronteiras emocionais bem definidas. 1. A Arte de Observar sem absorver A verdadeira maturidade emocional começa quando compreendemos que não somos esponjas, mas sim observadores. Aprender a ver e escutar sem "se deixar bagunçar por dentro" é um exercício de soberania pessoal. Quando permitimos que cada ruído externo dite nosso estado de espírito, entregamos as rédeas da nossa felicidade ao acaso. 2. O Desapego do Narcisismo Emocional Muitas vezes, sofremos porque ac...