Carta ao Amor que Não se Apaga
Por Hiran de Melo
Minha amada
Há momentos em que a razão tenta me convencer
de que tudo terminou, que o tempo e a distância são maiores do que nós. Mas
dentro de mim, há uma chama que insiste em permanecer acesa.
Eu adormeci quando mais precisava estar
desperto, deixei escapar o instante que poderia ter mudado tudo. E ainda assim,
mesmo na perda, não consigo desistir. Porque amar você não é apenas sentir — é
existir.
Quem pode afirmar que o amor se desfaz? Quem
ousaria dizer que ele se apaga como uma vela ao vento? O amor é raiz que se
aprofunda, é semente que resiste à seca, é canto que ecoa mesmo no silêncio.
Te perdi, mas não perdi o que sou quando amo.
O amor que guardo não depende da presença, ele floresce na ausência, se renova
na saudade e se fortalece na esperança.
E por isso repito, como um mantra suave que
embala minha alma:
Quem disse que o amor pode acabar?
Com ternura,
Um coração que insiste em amar.
https://youtu.be/p3bbPEGOs2o?si=mnwDbxtpCosV4VVP
Catedral
Eu não entendi porque nunca consegui
Te responder se tudo que eu queria, era você
Não, sei o que dizer
Eu não percebi que a razão era maior
E adormeci, no momento mais difícil
Te perdi, mas, nunca desisti
Quem disse que o amor pode acabar?
Quem foi que disse que o amor pode acabar?
Quem disse que o amor pode acabar?
Quem foi que disse que o amor pode acabar?
Eu não percebi, que a razão era maior
E adormeci, no momento mais difícil
Te perdi, mas, nunca desisti
Quem disse que o amor pode acabar?
Quem foi que disse que o amor pode acabar?
Quem disse que o amor pode acabar?
Quem foi que disse que o amor pode acabar?
ANEXO 2
A canção Quem Disse
Que o Amor Pode Acabar? nos convida a olhar para o amor como algo que
resiste ao tempo e às ausências. O eu lírico revela sua fragilidade diante da
perda, mas também sua força ao escolher continuar amando.
Entre razão e coração
Há um conflito delicado:
de um lado, a razão que parece impor limites; do outro, o desejo profundo de
permanecer junto. O “adormecer no momento mais difícil” traduz a incapacidade
de agir quando a vida exige coragem. Ainda assim, o coração insiste em se manter
desperto.
A perda que não apaga o sentimento
Mesmo diante da
separação, o amor não se dissolve. “Te perdi, mas nunca desisti” é a afirmação
de que amar é mais do que estar junto fisicamente — é uma escolha que se renova
a cada dia, mesmo na ausência.
O amor como resistência
O refrão repetido — “Quem
disse que o amor pode acabar?” — soa como um mantra, uma declaração de fé. Ele
desafia a ideia de que tudo é passageiro, lembrando que o amor pode permanecer
vivo dentro de quem o cultiva.
Amar como projeto de vida
O amor aqui não é apenas
emoção, mas decisão. É a liberdade de escolher continuar amando, mesmo quando o
caminho se torna incerto. Nesse gesto, o eu lírico encontra sentido e
transforma o amor em um modo de existir.
Por fim
A canção nos mostra que o
amor não se mede apenas pela presença ou pela razão. Ele é resistência, escolha
e esperança. É a chama que insiste em permanecer acesa, mesmo quando tudo
parece querer apagá-la.
DESCRIÇÃO DA IMAGEM ILUSTRATIVA
A
imagem apresenta uma atmosfera intimista e nostálgica, marcada por tons quentes
e dourados. À esquerda, uma janela aberta para o pôr do sol sugere distância e
saudade, enquanto a chama de uma vela acesa simboliza o amor que persiste
apesar do tempo e da ausência. Sobre a mesa, cartas manuscritas, uma rosa
vermelha e uma fotografia antiga reforçam a ideia de memória, afeto guardado e
fidelidade emocional. O conjunto visual traduz, de forma sensível, a essência
da carta: um amor que não se apaga, mas se transforma em permanência interior.
Quanto
ao texto conter palavras ou traços de outro idioma, isso ocorre porque a imagem
foi concebida como uma composição artística internacional. Elementos
tipográficos e texturais de diferentes línguas são usados para criar uma
estética universal, evocando a ideia de que o amor ultrapassa fronteiras
culturais e linguísticas. Assim, essas variações não comprometem o sentido do
poema; ao contrário, ampliam seu alcance simbólico, sugerindo que o sentimento
expresso é compreensível e reconhecível em qualquer lugar do mundo.
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