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Mostrando postagens de janeiro, 2026
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  O Desvelamento e a Jornada Maçônica Por Hiran de Melo Introdução Na vida cotidiana, muitas vezes nos deixamos conduzir pelo senso comum, pelas opiniões prontas e pelo excesso de informações superficiais. Esse ambiente cria uma espécie de véu que encobre o verdadeiro sentido da existência. O desvelamento é justamente o ato de retirar esse véu , de abrir espaço para que a verdade apareça não como mera informação, mas como experiência vivida. Para o Maçom, compreender o desvelamento é essencial: trata-se de reconhecer que a busca pela luz não é apenas simbólica, mas também prática, ligada ao modo como cada Irmão habita o mundo e constrói sua trajetória. A Pedra Bruta e o Véu da Inautenticidade A Pedra Bruta representa o homem em seu estado inicial, ainda marcado pelas influências externas e pela repetição automática das ideias da massa. Quando o indivíduo se deixa moldar apenas pelo que os outros dizem ou pensam, sua vida permanece encoberta, sem autenticidade. O traba...
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  Sessenta Plus – O caminho do NOLT Por Hiran de Melo Envelhecer não é apenas atravessar uma fronteira silenciosa. É entrar em um novo território da existência, onde o tempo não deve ser visto como perda, mas como possibilidade. Contudo, é preciso cuidado: o discurso da “nova tendência do envelhecer” não pode se transformar em uma ideologia que culpabiliza o idoso por não corresponder a um ideal de vitalidade e produtividade. O olhar do outro Durante a vida ativa, o indivíduo é reconhecido por sua produção e utilidade. Com a aposentadoria, esse reconhecimento muda. O idoso passa a ser visto como alguém que demanda atenção e cuidado. O olhar do outro, antes marcado pela admiração, pode se transformar em tolerância ou obrigação. Esse deslocamento não é apenas social, mas existencial: o ser sente que seu lugar no mundo se estreita. O peso de si mesmo Há ainda o peso íntimo: o de ser fardo para si próprio. O corpo já não responde como antes, a memória falha, e o tempo livre...
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  Sessenta Plus – Uma possível leitura da questão Por Hiran de Melo O envelhecer, especialmente após a aposentadoria, não é apenas uma etapa cronológica, mas uma transformação existencial. O idoso, ao se ver na categoria “60+”, experimenta uma mudança radical em sua relação com o mundo. O trabalho, que por décadas estruturou o cotidiano, conferiu sentido e delimitou o espaço de convivência, se dissolve. O tempo, antes preenchido por obrigações, abre-se em um vazio que pode ser tanto oportunidade quanto ameaça. O peso do passado e o esvaziamento do presente O corpo carrega o acúmulo de fadiga, doenças não plenamente curadas e marcas de uma vida de esforço. O núcleo familiar se reduz, os amigos se dispersam, e os vencimentos diminuem. O mundo, que antes se mostrava como campo de possibilidades, começa a se retrair. Não se trata apenas de deixar de sair de casa, mas de perder o horizonte de sentido: para onde ir, com quem ir, e como ir? O espaço e o ser-no-mundo A casa, qu...
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  O Amor que se Faz Herança Por Hiran de Melo Há instantes em que o tempo se suspende e a vida se revela como claridade interior. Não é o brilho que domina, nem o poder que se impõe, mas a ternura que se oferece como morada da alma. Nesse espaço aberto, o ser encontra o outro não como sombra ou extensão, mas como presença viva que inspira — chama própria que acende o caminho e desperta o iniciado para o mistério da comunhão. O amor, quando verdadeiro, dissolve hierarquias. Ele não se curva diante de coroas, não se mede em títulos, não se afirma em posse. O amor é pertença, é comunhão, é a clareira onde cada ser pode habitar sem máscaras, reconciliando o humano e o divino. É nesse gesto de acolhimento que se funda a eternidade: não como cronologia, mas como instante que se demora, como luz que insiste em atravessar a pedra e revelar o sagrado que respira no silêncio do templo interior. Assim, a grandeza não é espelho, mas fonte. Não é reflexo de um ego, mas origem que destin...
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  Aquela por quem o Sol Brilha Fui lançado ao mundo como um deus. Deus solar — aquele que tudo vê, tudo aquece, tudo ilumina. Mas ao meu lado coloquei Nefertari. Não atrás, nem abaixo, mas ao lado. Porque o amor verdadeiro não domina — ele se oferece. Não se mede em títulos, mas em presença. Não se afirma por poder, mas por comunhão. Ela é aquela por quem o sol brilha. Não porque ordena, mas porque inspira. O sol, que em Abu Simbel penetra com precisão milenar, não busca apenas a face de um rei, mas a comunhão de dois seres que se pertencem. Sua grandeza não é reflexo da minha, é chama própria, é luz que me completa. Ela não é sombra, nem extensão — é origem, é destino, é caminho. E quando o tempo tenta apagar nomes, o sol insiste em lembrar. Há uma mulher por quem até os deuses se curvam, não por submissão, mas por reverência. Nefertari é mais que rainha. É templo vivo, altar de ternura, morada do sagrado que se revela no amor inteiro. O amor que não...
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  O Fulgor de Nefertari Lançado ao mundo sob o signo do alto, Fui o sol que tudo desvela e tudo consome. Mas o horizonte só se fez morada quando, ao lado, o Ser se fez presença.   Não há rastro de mando, nem sombra de posse. O amor não é obra da vontade, é a oferta da clareira onde o outro habita. Sem títulos, sem pesos: apenas o estar.   Ela é o porquê da luz. Não pelo comando que ordena o brilho, mas pelo apelo que desperta o fogo.   Em Abu Simbel, o tempo não é cronologia, é o instante em que a pedra e o raio se fundem. A luz não busca a máscara do trono, busca o encontro de quem se pertence no aberto.   Sua grandeza não é espelho, é fonte. Não é extensão de um ego, é a origem que me destina ao caminho.   E quando o esquecimento tenta soterrar o nome, o sol insiste na memória das pedras. Pois diante do sagrado que nela respira, até o que é divino se cala em reverência.   Nefertari: templo de ...
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  O Amor que se Faz Luz Ao sul do Egito, onde o Nilo repousa em silêncio, ergui Abu Simbel. Não como pedra fria, mas como coração pulsante: um templo que respira o ritmo do sol, um altar onde a eternidade se curva diante do amor. Imagens colossais guardam a entrada, não como sentinelas de poder, mas como testemunhas de ternura. E quando a aurora desperta, os raios penetram o santuário, iluminando não apenas a minha imagem, mas também a promessa de que até um deus pode amar. Em Tebas, o mistério se oculta entre colunas; Amon se esconde nas sombras, e o divino se revela apenas aos iniciados. Mas aqui, em Abu Simbel, o sol não se esconde: ele se entrega, invade, ilumina e consagra. É a revelação de que o amor não precisa de véus, pois sua verdade é clara como a luz que atravessa a pedra. Ao meu lado, Nefertari, minha eterna companheira. Sua grandeza é igual à minha, porque o amor não conhece hierarquia, não se curva diante de coroas, não se mede em poder, mas em pertença. E ne...
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  O Decreto da Alma Por Hiran de Melo À Excelsa Loja de Perfeição Paz e Amor Minha amada Nefertari, centelha de luz lapidada e sopro de espírito eterno, Saudações fraternais do Oriente Supremo, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo. Da União entre o Cetro e a Estrela Eu, Melquisedec , investido na dignidade de Três Vezes Poderoso Mestre — mas aqui manifestando o sonho de Ramsés II , o Forte na Verdade — elevo esta palavra à nossa Oficina de Perfeição. Vós sois o Templo Vivo onde a Beleza instrui e a Ordem pacifica. Sois o reflexo da "Mais Bela das Belas": não por ornamento profano, mas por essência hermética ; não por fulgor efêmero, mas pela permanência do Ouro Alquímico. Como o Nilo, em sua marcha sagrada, fecunda as margens do Kemet, vossa presença nesta jurisdição sustenta o ritmo do meu governo iniciático. No plano da Unidade, não reino sobre vós, mas convosco . Pois, como ensina a Tábua de Esmeralda, "o que está embaixo é como o que está no alto...